Dia Mundial do Cérebro

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By: psicosomaviseu | Dia Mundial do Cérebro | Master Course Neuromarketing 4.0

22 de julho: dia de celebrar o cérebro.

Todos os anos, a 22 de julho, celebra-se o dia internacional do cérebro. Temos necessidade de assinalar, anualmente, temas que são importantes para a humanidade e, sendo cérebro o órgão que nos permite pensar, logo existir, merece também o seu dia. Com cerca de 1,4 Kg, cerca de 86 mil milhões de neurónios, e cerca de 100 mil biliões de sinapses (junções através das quais os neurónios comunicam entre si), e cérebro é um ‘caso sério’ também para a matemática. O cérebro humano passa por diversas fases de desenvolvimento até que, no estado adulto, é capaz de fazer um número enorme de computações que nos permitem ver, cheirar, ouvir, pensar, caminhar, dormir, rir, sentir, amar, e um outro número elevadíssimo de funções essenciais à vida.

Por tudo isto, inúmeras organizações internacionais usam o dia 22 de julho para promover o conhecimento sobre o cérebro, através de diversas iniciativas distintas que chamam a atenção para a importância de cuidarmos do cérebro, de percebermos os sinais que nos dá, e de potenciarmos a sua saúde e, com ela, a nossa vida.

Ao longo do tempo, o conhecimento que temos do cérebro e do seu funcionamento tem evoluído, tem mudado. Isto acontece porque o conhecimento científico vai evoluindo, graças a novas técnicas que nos permitem estudar o cérebro. Há uns anos dizia-se, de forma ligeira, que utilizamos apenas uma pequena parte das capacidades do nosso cérebro. Atualmente, sabemos que não é assim, e que todo o nosso cérebro é utilizado, embora de forma diferente, dependendo da atividade que estivermos a desempenhar. No entanto, sabemos que mesmo a dormir o nosso cérebro está muito ativo, e que o sono é um momento essencial do nosso dia para assegurar o bom funcionamento do cérebro.

Como o cérebro é um órgão vital, os milhões de anos de evolução das espécies fizeram com que estivesse bem protegido. Por isso é que se encontra dentro da cavidade craniana, em que ossos fortes o protegem de agressões exteriores, e um líquido que o banha e protege, servindo de amortecedor, para que não balance exageradamente dentro do crânio. Ao estar tão bem protegido, o cérebro está também pouco acessível, dificultando o seu estudo e manipulação. No entanto, o nosso conhecimento sobre o cérebro tem evoluído muito. Não é apenas um conhecimento macroscópico, ao examinarmos um cérebro de um cadáver, mas é também um conhecimento microscópico, de todas as células que o constituem, e dos compartimentos e ‘máquinas’ que existem no seu interior e que asseguram o funcionamento dessas células. Mas vivemos numa época em que o conhecimento sobre o cérebro vai para além destas escalas micro e macroscópicas – começamos também a ter um grande conhecimento funcional sobre como diferentes zonas do cérebro são utilizadas enquanto realizarmos as mais diversas atividades. Este conhecimento vem de uma grande evolução em técnicas de imagiologia funcional, que nos permitem “observar” o cérebro durante o seu funcionamento.

Outra forma de aprendermos sobre o funcionamento do cérebro é através do estudo das várias patologias que o podem afetar. Muitas delas afetam zonas específicas do cérebro, e assim temos sido capazes de perceber para que servem essas zonas.

Com o aumento da longevidade, estamos também a deparar-nos com novas patologias, como as doenças neurodegenerativas que afetam o – Alzheimer, Parkinson, Huntington, esclerose lateral amiotrófica, etc. Cada uma delas daria para um artigo distinto, pois são complexas e distintas. Todas elas terríveis, e sem cura.

Hoje irei apenas mencionar a doença de Parkinson, pois foi a doença que a Federação Mundial de Neurologia escolheu para destacar, juntamente com a Sociedade Internacional de Doenças do Movimento. A doença de Parkinson afeta cerca de 7 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que continua a aumentar. É uma doença conhecida pelas suas características motoras, que pioram com o tempo, e que requer um acompanhamento especializado durante toda a sua duração. É uma doença sem cura, como já referi, e que, por isso mesmo, requer muita investigação, para que possamos vir a ser capazes de a tratar de formas mais eficazes e, se possível, de a evitar.

Assim, este dia 22 de julho de 2020, em plena pandemia de COVID-19, é também dia para falarmos de Parkinson e para celebrarmos o cérebro.

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